Molécula da Cafeína

A cafeína é também chamada de guaranina quando extraída do guaraná, mateína quando extraída do mate e teína quando encontrada no chá. A molécula da cafeína também está presente nos grãos de café, chá, erva-mate, guarana, cacau, noz-de-cola e também no azevinho de Yaupon. No geral, as fontes de cafeína podem ultrapassar 60 diferentes compostos […]

Vivamil Brasil 9 de janeiro de 2019 Cafeína

A molécula da cafeína (C8 H10 N4 O) é encontrada em grãos de café. A cafeína é uma xantina alcalóide que atua no SNC (Sistema Nervoso Central) e estimula o poder cognitivo.

A cafeína é também chamada de guaranina quando extraída do guaraná, mateína quando extraída do mate e teína quando encontrada no chá.

A molécula da cafeína também está presente nos grãos de café, chá, erva-mate, guarana, cacau, noz-de-cola e também no azevinho de Yaupon. No geral, as fontes de cafeína podem ultrapassar 60 diferentes compostos naturais incluindo sementes, folhas e frutos.

A cafeína atua diretamente no SNC (Sistema Nervoso Central) que após consumida seus efeitos bloqueiam a adenosina, substância química que o cérebro produz para estimular o sono. Tipicamente, a adenosina – outro alcaloide – se acumula no cérebro ao longo do dia e produz fadiga mental e manda informação de cansaço para o corpo.

A fórmula obtida na molécula de cafeína é tão poderosa que mata até insetos, atuando como pesticida natural. Se você já se perguntou por que nunca comeu uma mosca em seu café, talvez explique a razão, explica um cientista de Harvard ao estudar as propriedades naturais da cafeína.

O por quê deste poder pesticida natural é que a molécula da cafeína produz efeito destrutivo quando em contato com algumas enzimas do sistema nervoso de alguns insetos, ocasionando a morte imediata destes, uma vez que as plantas usam este recurso natural para se proteger.

A cafeína tem efeitos capazes de retardar a fadiga, promover o estado de alerta mental e melhorar os níveis de resistência física. Também conhecida como cafeína anidra (sem água), a molécula ganhou amplitude quando o químico alemão Friedrich Ferdinand Runge analisou minuciosamente os grãos de café e encontrou essa substância, considerada a mais consumida no mundo.

A molécula da cafeína se alastrou na indústria. No final do século 19 surgiu nas fórmulas da Coca-Cola e Pepsi-Cola e inicialmente vendidos como xarope. Em 1933 surgiu em comprimidos de cafeína e na ocasião desenvolvidos para médicos e enfermeiros plantonistas que precisavam ficar acordados durante a noite.

Na Primeira Guerra Mundial entre os alimentos dos soldados americanos poderíamos encontrar café e uma barra de chocolate (cafeína em dose dupla). Nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler recebeu injeções de cafeína e glicose para manter os níveis de energia.

Nos anos 80 surgiram os energéticos em lata e com a explosão deste mercado e também do mercado de suplementos alimentares onde a maioria dos produtos são à base de cafeína, o mundo passou a consumir mais tanta cafeína industrializada quanto natural em cafés e chás.

A molécula da cafeína tem múltiplas funções e com o passar do tempo foi e vem sendo amplamente difundida e utilizada em benefícios da saúde. Além de estimulante mental, é também inserida em produtos de beleza como cremes, xampus, condicionadores e sprays para promover a saúde da pele e cabelos.

Ao ler a bula ou o verso da embalagem de algum medicamento analgésico, você logo perceberá que existe uma quantidade de cafeína que varia de 30mg (Coristina D) até 50mg (Dorflex, Neosaldina e outros). Neste caso, a cafeína em analgésicos está presente para dilatar os vasos cerebrais e combater a cefaleia (dores de cabeça) e enxaquecas.

Teríamos centenas de parágrafos para falar da molécula da cafeína mas o objetivo principal deste texto é entender basicamente as propriedades funcionais deste poderoso ingrediente consumido em todo mundo.



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